
Foto: Roman Loranc
Sim, tenho sido má, mesquinha, poucochinha, contida, refreada, desapaixonada, desencantada, e por aí fora... e ainda assim, tu insistes, sem orgulho, ou simplesmente porque de facto me amas e não imaginas a tua vida sem mim. Eu, por outro lado, deito-me, por vezes a imaginar outro alguém que não tu na minha vida, a imaginar o príncipe encantado que um dia há-de resgatar esta princesa (que presunçosa...!) e fazê-la viver um amor tão intenso e apaixonado que nada mais na vida interessa. E no entanto...em raros momentos de lucidez sei que esse príncipe não existe. Nesses raros momentos, agradeço por me amares, ainda que não tenhas a recompensa que te é devida, nesses momentos sei que sou má, mesquinha, poucochinha, contida, refreada, desapaixonada, desencantada, e por aí fora e ainda assim, tu insistes.

Foto retirada da Internet
Fica aqui a minha palavra de admiração para com o Centro de Atendimento à Gripe onde fui ontem. Apesar do que muito se ouve todos os dias, é bom e reconfortante saber que ainda há profissionais competentes, humanos, simpáticos e que passam o tempo que têm de passar com os pacientes.
Para 1.ª experiência num Centro de Saúde, devo dizer que esta correu muito bem e que não me senti como uma peça na linha de montagem que tinha de ser rapidamente despachada porque, caso contrário, bloqueava a produção.
Bem hajam os médicos assim.
Foto: Izabel
E o que fazer um dia inteiro em casa quando o meu filho acorda com 39.º de febre e não o posso deixar à porta da escola e fugir sem correr o risco de virem a correr atrás de mim?
Há coisas piores, não?
Mas agora pergunto: o que aconteceu àquelas crianças que até gostavam de ficar doentes em casa, porque isso era sinónimo de mimo e de gazeta? É que as crianças de hoje choram por não irem à escola... estou convencida que estes nobres sentimentos um dia lhe passarão.
Foto: Marina Danilova
Aproveito a tua ausência para vir aqui beber café, que é como quem diz, sentar-me à mesa comigo e comigo conversar, se é que eu ainda me quero ouvir. A minha vida não dava filme, o meu blog não dava um programa de rádio... às vezes constato esses factos com satisfação e com toda a naturalidade, porque a Magnólia é uma mulher simples, que gosta das coisa simples e belas da vida.
Num dia como o de hoje, gosto de olhar a chuva através das janelas, gosto de estar no conforto da minha casa, gosto de me enroscar na manta que já tirei do baú e que já aconchega o corpo... mas gosto de o fazer só... e gostava de voltar a gostar de o fazer contigo. E no entanto... estamos cada vez mais distantes, em corpo, em alma, em tudo.
Tudo vai bem quando o único dilema com que me deparo de manhã é o de decidir se estico o cabelo ou se o deixo ao natural, cheio de ondulação. Optei pelo estilo natural, o que até convém num dia de chuva.

Foto: Robert Doisneau

Imagem: Lory Earley
Elogiar alguém não é, nos dias que correm, acção fácil de praticar. Tomamos tudo por garantido, elogios incluídos. Não os fazemos, mas quando não nos fazem , aí o caso muda de figura e assume proporções de irremediável crise matrimonial (a somar às outras, de somenos importância, que nos ensombram todos os dias).
Aqui fica o dilema, que exige reflexão: preciso que me elogiem, que me digam que estou a ser bem sucedida, que me encham de mimos, no entanto, assumo a minha incapacidade para o fazer junto de ti.
Foto: Clarity25
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Foto: Magnólia
Regressei hoje de 2 semanas de férias. O regresso ao trabalho, esse ficou agendado apenas para amanhã... para sentir a semana mais curta.
Estive duas semanas sem tecnologias e uma semana sem televisão, sem notícias do mundo, com excepção para um ou dois telefonemas para a família assegurando que, apesar de perto de um dos focos de infecção, não fomos (aparentemente) contaminados pelo H1N1.
Umas das melhores coisas das férias? A sensação de sair da minha vida e viver noutra pele por uns tempos... e saber que depois regresso a casa.
Umas das piores coisas das férias? A indolência que se cola ao meu corpo como o suor e que sei que vou ter de aniquilar até amanhã.

Foto: Aaron Ruell
Bem... Mais um destaque no Sapo? Começo a achar que tenho de elevar a fasquia e dissertar sobre algo mais que não apenas as minhas angústias que tanto me têm consumido nos últimos tempos.
Sinceramente, não sei a que se deve este sempre bem-vindo e inesperado reconhecimento. Já nem eu própria sou cliente assídua do meu café... e quando por cá passo as bicas saem queimadas e são servidas em chávenas com lascas (onde andará o meu serviço de porcelana chinesa antiga?) ... Uma fase difícil? Talvez. A sensação de estar parada num cruzamento e não ter GPS que me oriente? Sim. Um leve prenúncio (ou melhor, necessidade) de mudança? Muito provavelmente.
Ainda assim, quem entrar no café que entre por bem. É um estabelecimento muito simples, muito meu e muito verdadeiro, sem quaisquer pretensões literárias ou figuras de estilo (com excepção para algumas elipses a bem da manutenção do anonimato da autora...).

Foto: Sapo
Indícios da passagem do tempo:

Foto: Bruno Dayan
Lembro-me de, no ano passado, ter gozado os feriados de Junho assim, e de, ingenuamente, ter pensado que para o próximo tudo ia ser diferente.... oh puro engano.... cá estou em 2009, com o mesmo fardo e com a mesma vontade de fugir.

Consegui dar um pulo ao café. A vida não está fácil, para dizer a verdade a minha vida parou, cristalizou no meio da loucura do meu trabalho e está à espera que eu tenha o bom senso de lhe dedicar uns minutos. A ela e à minha família. Chegou ao ponto de não ter tempo de comprar a prenda de aniversário da minha mãe; passar cerca de meia hora por dia com o meu filho; entregrar-me aos prazeres da carne uma vez por semana e só ao Domingo, porque nos outros dias estou podre de sono e nem os olhinhos consigo mexer...
No meio da azáfama de hoje vou arranjar uns minutos para ir à minha escola primária exercer o meu direito de cidadania. Depois de uma campanha que falou de tudo menos de Portugal na Europa, e consciente da falta de convicção com que vou votar, as eleições têm uma coisa muito boa: ir à minha antiga escola e rever inúmeras caras conhecidas.
Não, ainda não é desta que vou falar do meu brinquedo a pilhas... Por ora, o brinquedo é um site que descobri com uma variedade tão grande e tão ao meu gosto de backgrounds, que antevejo mudanças muito regulares na decoração do café. Let change happen!!!

Extracto de uma conversa entre o meu filho e eu:
J.: Sabes mãe, que este Gormitti é tão forte que se desse um murro ao outro, ele ia parar até à China?
Eu: A sério? Pois... então deve ser mesmo forte.
J.: Pois, até porque a China é muito longe... até mais longe que o Algarve...

Foto: Claude Tenot
As grandes histórias de amor e de aventura, os grandes romances e filmes épicos têm um efeito nocivo em mim. Ao invés de me inspirarem e animarem, levam-me a questionar a minha vida e as minhas escolhas, levando-me a acreditar que a vida que levo é uma vida "poucochinha". Fazem-me desejar para mim um destino igual ao das heroínas que começam sempre muito aprumadas, mas que terminam a história de cabelo revolto e com um brilho nos olhos que espelha coragem e paixões desmedidas. Quando termina a história no ecrã ou no papel, é quando a vida delas vai começar, mas aí, nós já não podemos assistir (ou lá se ia a magia). Os realizadores e os autores dessas histórias são peritos em parar no momento certo: o momento em que se antevê uma autoestrada larga pela frente, sem obstáculos e sem engarrafamentos. E são igualmente peritos em deixar-nos, assim, que nem uma menina de 10 anos que ainda acredita que a sua vida é um filme prestes a estrear ou um romance prestes a ser lido. Deixam-nos, ainda, a fazer comparações ridículas entre uma Nicole Kidman, aventureira e lindíssima, mesmo nos desertos australianos, e nós próprias, mulheres comuns, com vidas comuns. Queria, um dia, voltar a ter a ingenuidade dos 10 anos, calçar uma botas de viagem, pôr a minha vida numa mala e sair por aí até encontrar o meu lugar.
P.S.
E depois de ler o que escrevi, o meu grilo falante gritou-me aos ouvidos: Compõe-te rapariga! A vida não é um filme!

© Rainer Holz/zefa/Corbis
Só mesmo um principe virtual para me colocar em destaque e fazer sentir como uma princesa numa 2.ª feira antecedida de 3 dias de pausa...

Gustav Klimt
Escrevi este texto há 2 anos atrás nas minhas primeiras aventuras bloguísticas. Faz sentido que o recupere hoje:
Assumimos muitos papéis ao longo da vida, em teatros e palcos diferentes e em cada um deles colocamos a máscara que o décor exige, porque é assim que tem de ser… mas sabemos que ao cair do pano, a máscara desaparece, atirada para um canto do camarim e que só será colocada no espectáculo seguinte.
É assim, perante esta geração futura, perante o meu filho, que eu me afasto do foco das luzes da ribalta e me dirijo aos bastidores. Hoje é dia da Mãe, mas o papel principal será sempre teu, meu filho.

Foto: Michal Podobycko
Quando páro para analisar a minha vida apercebo-me de muita coisa errada. Não quero que isto seja entendido, mais tarde, como um lamento sem razão, como um dito caprichoso de alguém que parece não dar graças por aquilo que tem... não quero, porque não é isso de todo. É claro que agradeço as bençãos que tenho: um marido compreensivo e que me ama mais do aquilo que eu mereço, um filho lindo, uma família (que não sendo perfeita é a minha), saúde, emprego, juventude, beleza, dinheiro para pequenos fait-divers, uma casa grande, nova, cheia de luz, e a lista podia continuar... é claro que estou grata por tudo isto.
Mas depois há o outro lado. O meu lado insatisfeito, o meu lado que não vê sentido numa carreira que me consome a vida, que não me realiza e que por vezes me angustia. O meu lado que está cansado do nonsense que se vive em Lisboa, das conversas de circunstância e das formalidades desnecessárias. O meu lado que anseia por fazer algo que me encha a alma. O meu lado que acha que tem direito a sentir-se apaixonada todos os dias, a receber amor dando muito poucos afectos em troca... O meu lado que gostaria de comer de tudo sem engordar, de passar uma noite inteira a ver séries no Fox ou no AXN sem ter que me levantar às 6h30 no dia seguinte. Em síntese, o meu EU COBARDE, que não tem a coragem de introduzir a mudança onde ela faz falta, o meu EU DEIXA ANDAR PODE SER QUE UM DIA MELHORE, o meu EU FRIO E PATETA QUE SE EMOCIONA MAIS COM CENAS DE FILME QUE COM A VIDA REAL... este é o que chamaria de meu lado lunar, aquele que guardo só para mim, mas que cada vez mais sinto urgência em partilhar com alguém que o compreenda, ou se não o compreender, pelo menos que o escute e que não o condene.
P.S. Foi bom ler as mensagens deixadas numa mesa de café vazia... Obrigada a todos.

Foto: Michelle Black
Há momentos em que o silêncio é de ouro e este é um desses momentos. Concluí que escrever no anonimato, sem me querer identificar por inteiro com aquilo que escrevo não me permite utilizar a função catártica da escrita, que é aquilo que eu procuro nela. Como tal vou fazer uma pausa e parar de servir cafés por uns tempos. Vou tentar pôr ordem na minha vida, no sentido de vislumbrar uma luzinha ao fundo do túnel.... acima de tudo, no sentido de procurar em mim essa mesma luz e decidir, em consciência, o caminho que quero seguir.
Quem me segue sabe que não é a primeira pausa que faço e também sabe que, até agora, tenho voltado sempre... por isso, um até breve. Podia dizer "until we meet again", mas neste caso é bem mais correcto dizer "until I meet myself again".

Mulheres!!!
Deusas disfarçadas na fragilidade.
Com apenas um olhar
São capazes de destruir
E reconstruir a humanidade.
Deve ser por isso
Que os homens recalcados
As prenderam em um livro
Como inventoras
Do pecado.
Desde então está guardada a luz
De todas as estrelas e sois
Longe paira verdadeira felicidade
Que a paz conduz nos braços de
Seus olhos radiantes cheios de vida...
Tantos anos no porão
Da cozinha as fizeram
Diminuídas, escabeladas
Desacreditadas da própria
Divindade inata...
É assim, que os machos as querem
Subjugadas, medrosas e submissas
A uma ordem, a uma ilusão desenhada
Para contê-las presas
Na própria claridade.
Evas contemporâneas;
Mães de cains e abéis desenfreados
Vassalas de adães desmiolados...
Já é hora de iluminar o mundo
Com seus predicados...
Davi Roballo
Hoje sinto-me tanto ou quanto melodramática, com tendência para sobrevalorizar tudo o que de bom(zinho) me acontece, nem que sejam descobertas tão simples como esta que acabei de fazer num blog de bom gosto. Não fosse aquele Bruno Nogueira me irritar ligeiramente, estava capaz de o imitar e dizer que "Perfeito, perfeito é começar o fim-de-semana com esta música."
Consegui. Levantei-me às 6h20, consegui dar um jeito na casa (porque ontem ainda estava muito podre da malvada gripe que me apanhou), fiz tudo com calma e já estou sentadinha na minha secretária, pronta para uma 6.ª feira que espero seja curta... porque o melhor das 6.ªs feiras é, sem dúvida, o pós-laboral!
Foto: Simply Photo
Ora bem, para provar que os fortes só o são, enquanto o estão, a gripe apanhou-me. E desta vez a valer. O Carnaval foi em casa, de pijama e chinelos e hoje, às 7h30 da manhã, tomei uma decisão que me faz questionar o bom funcionamento do termómetro: NÃO IR TRABALHAR E FICAR EM CASA! É isso mesmo, sozinha em casa um dia inteiro, a mimar-me a mim própria com chá de limão com mel e muitas séries na televisão.
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Sem tempo para escrever, limito-me a reproduzir algo que encontrei hoje no Sapo e que até que é verdade... e eu que já não acreditava muito na astrologia...!
Aquário
Para conquistar o coração de uma nativa de signo Aquário, seja independente e mostre que tem uma mente aberta e flexível.
O interesse por diversos assuntos alimenta a sua necessidade de aventura, e se mostrar preocupações sociais e uma postura idealista ela identificar-se-á consigo.
Gosta de pessoas que se destacam pela sua maneira de ser ou de pensar, sendo fundamental que saibam respeitar a sua liberdade.
Ah pois é! Até podia ter sido escrito por mim!
Foto: Raya
Nada como ir ao cabeleireiro, encaracolar o cabelo e depois apanhá-lo com um certo ar negligé para me fazer sentir como uma princesa "glamourosa"!!! Esperem só até compor a tela com o vestido e a jaquetinha estilo Audrey Hepburn!
Foto: CI&m
... e tudo por causa deste foragido à justiça. Bem, o argumento da série também pesa um bocadinho... mas ele, confesso que me levava presa, para qualquer parte do mundo, sem encontrar resistência.
Foto: Oana Cambrea
A Lua desafiou-me, e eu respondo assim:
As regras:
1. Linkar a pessoa que me desafiou;
2. Escrever as regras do desafio;
3. Contar seis coisas aleatórias sobre mim;
4. Passar a 6 blogs;
5. Ir aos blogs avisar que foram desafiados.

Foto: Serhat Demiroglu
Há dias em que queria mesmo estar aqui... sozinha (de preferência com uma temperatura amena, garrafas de água ou chá gelado, uma cadeira confortável, revistas e um bom livro). E depois, quando já estivesse cansada, apanhava o barco das 7 e voltava para casa...
HI HO! HI HO!

Foto: Calvin Hollywood
"Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente do estado gasoso, isto é evapora-se e vai para a atmosfera. O vapor de água na atmosfera arrefece e condensa-se, isto é, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as núvens. Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo. Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra (...)" cai desalmada e ininterruptamente em cima de nós. Bolas, eu sei que a chuva faz falta, mas, com franqueza... JÁ CHEGA!
Foto: PK. Peka
Juro que há momentos em que me sinto assim... e ultimamente não têm sido tão poucos quanto isso. Ontem fui à farmácia e já retomei a minha Ginsana.
Foto: Julii Ivo
De repente, deixei de me reconhecer nos gestos que faço, nas palavras que digo, nos sentimentos que (não) sinto... Longe vai a alegria singela de soprar um bolo de aniversário.
Foto: Saci Marton
Fiz 35 anos na semana que passou. E dos meus 35 anos de vida, nunca passei um dia tão esventrado de sentido no que respeita a mim própria... um dia em que corri de reunião em reunião, sem tempo sequer de almoçar, um dia cinzento, em que jantei um rissol e uma taça de gelatina e em que fui dormir às 22h30 (e no cúmulo de tudo, quando pensava eu que ia regalar a vista com o menino lindo do Sobrenatural, eis que o episódio desta 5.ª feira, foi um mix de filme caseiro em que o destaque foi para dois personagens surgidos não sei de onde, do mais parvo que há, que se armavam em caça-fantasmas). Quem disse que a idade nos dá paciência e sabedoria? PURO ENGANO.... De qualquer forma, impõe-se uma reflexão profunda sobre o rumo dos acontecimentos e sobre a maneira como estou a passar (e não a viver) os meus dias.
Nota positiva que não posso deixar de incluir: tive 27 amigos e familiares que me ligaram neste dia (sim... dei-me ao trabalho de os contar...!)

Foto: Maren Boettcher
...ainda está um pouco longe de se verificar. Mas se continuar assim deixo de responder por mim... e pela minha imagem.
Foto: Confused Vision
Vendi a minha 1.ª casa.
Dias antes de entregar as chaves ao novos donos estive lá, a abrir gavetas e armários para ver se nada ficou esquecido, passar com um pano e com a esfregona em 9 anos de vida. Foi estranho ver aquela casa (que era tão minha) assim despida de mim, apenas com alguns vestígios que se deixaram ficar, umas estantes na cozinha, uns estores de madeira na sala, uma pintura mural no quarto... fui à janela, àquela janela tão grandiosa, tão brindada pelo sol, que me oferecia uma vista tão desafogada e com tanto verde lá ao fundo.
Aquela casa viu-me crescer como mulher, como profissional, presenciou 9 meses de gravidez, as minhas angústias de mãe, os primeiros tudos do meu filho (cólicas, choros, birras, risos, gargalhadas, rastejares, gatinhares, andares, correrias... e tanto mais...), as minhas dúvidas, os meus dramas, tardes e noites de paixão, dias de preguiça em pijama, almoços com toda a minha família, quando ainda éramos muitos, lanches de bolinhos e chá quente... Fechei a porta com a garganta apertada, com uma vontade de deixar os soluços sair de rompante e as lágrimas cairem-me dos olhos.
Passaram 9 anos desde uma noite gelada em que entrei por aquela porta vestida de noiva... Ao fechar a porta, dei-te um beijo ao de leve nos lábios, com as lágrimas a atraiçoarem-me o sorriso. Como diria o outro... fui muito feliz entre aquelas paredes.
Foto: Joanna Kustra
Enquanto há tempo, fui ali ao cabeleireiro e pedi para voltar a ser morena... estava cansada de ser loura.

Em primeiro lugar, BOM ANO para todos!!!
Em segundo lugar, DESCULPAS PELA AUSÊNCIA....!
Em terceiro lugar, devido a questões profissionais vou ter que entrar (ou continuar) em retiro durante algum tempo, rodeada de legislação e planos governamentais... por isso se der um salto ao café, será com certeza apenas para me lamentar do excessso de trabalho...
P.S. Obrigada pelas prendas! Mas ficou a faltar esta...
Foto: Kapuxino
Entre correr de casa para o trabalho, do trabalho para casa, entre fazer compras, fazer xarope de cenoura com açúcar mascavado para o pirralho que anda com tosse há uma semana, entre arranjar maneira de lidar com estas temperaturas baixas que só me dão vontade de me encolher no sofá com o ar condicionado ligado, entre tudo isto e muito mais, não me tem sobrado muito tempo para o Café (também, qual o interesse no relato de dias tão rotineiros com os meus têm sido?).
Mas confesso que o Natal me amacia os nervos e o stress diário... regresso à infância nesta quadra, ilumino-me com as luzes das ruas e das lojas. Ontem, cá por casa, foi de noite de decoração de Natal e hoje vim dar um cheirinho da época ao Café...
Foto: Jakub Mendel
Nada como tirar um dia de férias a meio da semana, deixar o filho na escola, libertarmo-nos de um encargo financeiro grande, fazer umas compras para festejar e terminar a tarde a "jogar" jogos de paixão com quem de direito.

Hoje apetecia-me aninhar nuns braços experientes e ficar lá o dia todo... apetecia-me olhar para alguém e reconhecer nos seus olhos a sabedoria do mundo, a calma desejada, o amor que me escapa a cada dia...
Foto: Hankins
Não é por ser a única blogonauta que não falou sobre Obama que venho hoje aqui. É porque fiquei verdadeiramente feliz com esta escolha dos americanos (que nem é povo com o qual simpatizo habitualmente, tirando honrosas excepções, claro está...). É por acreditar que este homem é capaz de ter nele o efeito borboleta; é por acreditar quando ele diz que é capaz; é por ver as caras e as almas do mundo (e não só da América) tão cheias de esperança de que algo de bom acabou de acontecer; é por sentir que a partir de agora poderá ser mais fácil convivermos todos neste planeta.
(ah... é é também porque para além de tudo isso, o novo Presidente dos EUA é deliciosamente sexy...).
Foto: Humberto Marum
“Si pudiera vivir nuevamente mi vida.
En la próxima trataría de cometer más errores.
No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más.
Sería más tonto de lo que he sido, de hecho tomaría muy pocas cosas con seriedad.
Sería menos higiénico.
Correría más riesgos, haría más viajes, contemplaría más entardeceres, subiría más montañas, nadaría más ríos.
Iría a más lugares adonde nunca he ido, comeríamás helados y menos habas, tendría más problemas reales y menos imaginarios.
Yo fuí una de esas personas que vivió sensata y prolíficamente cada minuto de su vida; claro que tuve momentos de alegría.
Pero si pudiera volver atrás trataría de tener solamente buenos momentos.
Por si no lo saben, de eso está hecha la vida, sólo de momentos;no te pierdas el ahora.
Yo era uno de esos que nunca iban a ninguna parte sin un termómetro,una bolsa de agua caliente, un paraguas y un paracaídas;si pudiera volver a vivir, viajaría más liviano.
Si pudiera volver a vivir comenzaría a andar descalzo a principios de la primavera y seguiría así hasta concluir el otoño.
Daría más vueltas en calesita, contemplaría más amaneceres y jugaría con más niños, si tuviera otra vez la vida por delante.
Pero ya ven, tengo 85 años y sé que me estoy muriendo.”
Jorge Luis Borges
P.S. Pois eu só tenho 33 anos, e antes que chegue aos 85, hoje, 31 de Outubro de 2007, cometi uma loucura.
E hoje, 31 de Outubro de 2008, aqui estou, ainda não totalmente sanada da loucura cometida... mas convicta de que valeu a pena!
Imagem: Yasserian
O Café abriu ao público numa noite fria e chuvosa de Outono, ou melhor, retomou a sua actividade. Quem me acompanha há algum tempo reconhece-me nesta mudança. Eu sei que me reconheço... quanto mais não seja pelo simples facto de mudar que tanta falta me faz de quando em vez (ou não fosse eu Aquariana retinta).
P.S. Amiga Torrada, aposto que gostaste da escolha da imagem. Eu gostei das cores fortes que me lembram uma noite calma e sem vento, uma noite que convida a um café numa esplanada...
Foto: Nadia L.
Não estou a fazer publicidade a nenhuma seguradora (até porque para isso faltava-me o z no final) ... sou apenas eu que tive vontade de mudar umas coisitas por aqui.
Dentro de dias o Café estará aberto ao público!
Está a passar na RFM "Never ending story". De imediato fui transportada no tempo e vi-me no chão do meu quarto de adolescente a ler um livro grande de capa cinzenta, com partes do texto a verde e outras a castanho, com as páginas de quando em vez polvilhadas por migalhas das bolachas Maria com doce de tomate... ai que saudades... acho que quando chegar a casa vou procurar essa relíquia para lhe sentir o cheiro daqueles tempos...
Não, não fui engolida por nenhum monstro que trabalha no meu Departamento... mas o trabalho tem sido tanto, o ritmo tem sido tão alucinante, que pouco tempo sobra para coisas que vale a pena registar...
Sentiram o frio desta manhã?
Há colegas simplesmente odiosas!!! Daquelas que são como os contratos dos bancos, em que a maior parte da mensagem é subliminar e está escrita em letra arial narrow tamanho 3, tipo isto, arial narrow tamanho 3 mas pior!!! ARGH!!! E eu não sou muito dada a interjeições, mas com franqueza, só me apetece gritar ARGH!!!
Imagem emprestada daqui.
Esta minha convicção abrange igualmente jantares de sábado... aqueles onde se come um bife enorme que não se consegue ver por causa do pacote de natas que despejaram por cima e do ovo "a cavalo". Como seria de esperar, abrange também a travessa de batatas fritas que o acompanha e as taças de vinho tinto que se beberam... como é bom jantar com amigas!
Foto: Lee Jenkins
Ele há coisas que nos massajam o ego:
Terá sido qualquer coisa que comi? Ou estarei a passar por um processo físico regenerativo?

Foto: Recovering Sick Soul
... ainda tenho medo de encarar a luz de frente... mas desta vez parece-me que ela está lá mesmo no final do túnel...
Foto: Bertrand Demay
O meu filho ontem disse que a mãe era mais inteligente que o pai e depois, para amansar a estupefacção incrédula do pai, ainda fez pior: "Oh pai, tu não és burro, só és menos esperto que a mãe."
Meu rico, esperto e perspicaz filho!

Foto: Tali Kimelman
Este post é só para eu me lembrar do que me aconteceu esta manhã, com vista à sua nunca repetição. Passo a explicar: agora saio de casa mais cedo (porque aprendi que até às 10h ainda consigo trabalhar... depois disso, com tanta interrupção é difícil), ora bem, para não incomodar ninguém, preparo tudo na véspera... mas há sempre algo que fica esquecido no quarto, ele é o relógio, ele é este fio que fica melhor com esta pulseira, ele são os sapatos... hoje foi o estojo da maquilhagem que desapareceu!!! E não me obriguem a sair de casa às 7h00 da manhã sem maquilhagem... Resultado: acordei toda a gente à procura desse estojo de sobrevivência; perdi o autocarro; estive meia-hora à espera que passasse outro e vim em pé o caminho todo até Lisboa...
Para 2.ª feira isto não está mau...
Foto: village9991
Ontem fui a uma festa dos anos 80. Luz negra, decoração a rigor, buffet variado, bar aberto (e tão bem aquele rapaz giro fazia as caipirinhas...). A determinada altura começa a passar no ecrã gigante o "We are the world"... e de repente, senti-me antiga... ao olhar para os rostos daqueles que na altura eram os meus ídolos (Cindy Lauper, Bruce Springsteen, Bono Vox, e tantos outros tão jovens...).
Sempre me deram menos idade do que aquela que tenho e ainda sou tratada por menina, muitos ainda estranham que já tenha um filho de 5 anos e ainda vista o 34, para além disso tenho momentos em que sou deveras infantil... talvez por isso munca senti o tempo passar nem nunca o senti pesar sobre mim... mas de repente dei-me conta que os anos 80, em que eu era uma pré-adolescente que via o Countdown e que queria ser como a Madonna, já lá vão há quase 30 anos... e, sem ninguém reparar, emocionei-me ao ouvir aquela música.
Foto: aikithereska
Acabei de comer uma coisa destas... e soube tão bem.... Pressinto que hoje é dia de disparates. Só me apetece fazer o que não devo...
Foto: FotoEdge
Existe desde 9 de Setembro mais uma estrela no céu a olhar por mim, pelo J. e por toda a família. Já são 4 as que lá estão... Ficar sem avós faz-me sentir que perdi passado, que perdi histórias que nunca foram contadas... que perdi as bases que sempre conheci e que sempre estiveram comigo ao longo da vida.
De ti, avó, vou recordar sempre a mulher activa, curiosa, adepta do Benfica e da selecção portuguesa. Vou recordar sempre as histórias de quando faltavas à escola para ires ao jardim roubar laranjas, da maneira como cantavas "A mula da cooperativa" e do modo como sorrias quando vias o teu bisneto...
Vai em paz e olha por nós.

Eu sei que estou no horário de trabalho e que não é suposto estar a actualizar blogs pessoais... mas tive uma necessidade enorme de partilhar isto com alguém:
Como eu gosto da serenidade que este homem me faz sentir... como eu gosto deste homem...

Foto: michael_kellenter
É impressão minha, ou não foi só a mim que a chuva soube bem?

Modo de utilização:
1. Colocar na maçaneta da porta do gabinete, do lado de fora.
2. Fazer uma cara carrancuda enquanto mexe nos papéis acumulados na secretária.
3. Fixar o ecrã do computador com ar muito sério.
4. Deitar um olhar ameaçador a quem se atrever a bater à porta (a não ser que tragam café).

Foto: Hanah An
Voltei. Não tenho tempo para mais por agora. Aguarda-me cerca de 1 tonelada de roupa para lavar e estender e outra tanta para arrumar. Parece-me que para a próxima, antes de fazer as malas, vou tentar pôr em prática o conceito de "travel light".

(sim, porque ainda tenho 15 dias...
e porque parece que os outros passaram por mim sem que desse por eles...)

Angel Kiss (Cherubs) by Marcel Lorange
Ainda estou para perceber o fenómeno dos beijos entre colegas em vésperas de férias. Não é que de repente ele é só sorrisos e "bom descanso" para aqui, "diverte-te muito" para ali. Tão amigos que nós somos todos afinal... só é pena ter-me apercebido desta empatia generalizada em vésperas de férias... não a vou poder interiorizar... Aposto que em Setembro já me esqueci (eu e o resto do Departamento) que esta beijoquice alguma vez existiu.
Foto: Jacilluch
Foto: Ricky David

Adeus semanas de 11 horas de trabalho diário, adeus secador de cabelo, adeus saltos altos, adeus blazers em dias de calor, adeus horários para isto e para aquilo... porque a Magnólia vai de férias e nas duas próximas semanas só vai usar chinelinhas, biquinis e coisas afins e só vai fazer o que lhe apetecer quando lhe apetecer (bem, para isso tenho, primeiro, que domar o baixinho ditador, mas nada que uns gelados não resolvam...)
Beijo a todos e até breve!
| You Are a Summer Person |
![]() You love to be out and about... hanging out with friends or getting things done. Summer is the perfect time for you to be as hyper as you want to be. In fact, during the rest of the year you feel half-asleep! |

A amiga Cenourita (excelente conviva e anfitriã de uma Tasca onde gosto de petiscar) brindou-me com este selo apetitoso, mas para o usar pede-me que indique 3 coisas que me encantam.... (que selecção dificil me obrigas a fazer... ) Aqui ficam:
E como todos os desafios que que prezam, também este deve ser disseminado, por isso, Gorgeous Mind, Letra T e Sofia vos pergunto: o que vos encanta?

Foto: rinze_van_brug
Porque no meio do caos conseguimos encontrar beleza; porque quando tudo parece perdido conseguimos sempre encontrar uma luz; porque dos farrapos, se o quisermos realmente, conseguimos fazer uma peça de alta costura... e eu vou tentar costurar a minha...

Foto: Georgia Q.
Hoje a meio da tarde deu-me para o sentimentalismo. Tenho por hábito ouvir música no meu gabinete, mas raramente ligo o rádio porque as paredes daquele edifício secular tornam a melhor das antenas numa geringonça de trazer por casa. Bem, hoje decidi tentar novamente e apanhei uma estação que só percebi ser a Renascença quando às 18h30 comecei a ouvir rezas na minha sala... mas isso não interessa, o que interessa é que essa rádio deu-me o momento sentimental do dia: As Baleias de Roberto Carlos fizeram-se ouvir por cima do burburinho do papel, de um telefonema e de um colega que espreitou pela porta para perguntar qualquer coisa.
Interrupções à parte, lembrei-me da minha infância, das tardes de sábados e domingos em que ficava em casa com os meus pais e em que eles ouviam música, vi-os a eles jovens e felizes, vi-me deitada no chão da sala a ler as letras dos álbuns, recordei a preparação dos jantares melhorados de sábado para os quais convidava sempre uma amiga, quase senti o cheiro daquela época (porque para mim todas as épocas têm cheiro)... tudo isto por causa das Baleias que, a meio de uma tarde de trabalho, me levaram para fora daquela sala e me deixaram com uma lágrima no olho.
"Como é possível que você suporte a barra...?"
P.S. Sim, sou uma sentimentalona chorona que está a precisar de férias...
Figuras como esta são usadas para testar o nível de stress que conseguimos aguentar.
Quanto mais devagar as imagens se moverem, melhor a nossa capacidade para lidar com o stress.
Alegadamente, os criminosos vêem-nas a girar descontroladamente, enquanto que os idosos e as crianças as vêem paradas.
Bem, afinal eu não estou mal. O movimento que vejo é de tal forma lento que chega a descontrair...

(teste tirado daqui)

As semanas passam a correr... os dias não chegam para tudo... os ponteiros do relógio parecem ter tomado anfetaminas e giram mais depressa que antigamente, quando a vida era mais calma (era a vida, ou era eu?). Bem, este enquadramento serve para te dizer que esta é a única prenda que vais levar por enquanto... um bocadinho de mim para ti embrulhada num par de horas que te vou reservar no final do dia...
Quando acabar esta azáfama de véspera de férias (em que todos os trabalhos assumem um carácter mais importante do que o próprio conteúdo que encerram), dedico-me à procura de um outro presente que seja adequado a um (quase) quarentão...

Foto: Cinema Cowgirl

Foto: Marcel Germain
E quando de repente me dá uma vontade brutalmente avassaladora de atacar a caixa de bombons belgas que tenho na despensa e que o chefe trouxe de Bruxelas... venho aqui ao blog ver se isso passa! Afinal de contas há que criar condições para que aquelas cápsulas anti-celulite façam o seu trabalho e retornem o investimento...!
Começo, no entanto a pensar que este acto foi contraproducente: fiquei a saber que no Flickr há 218 983 fotos com a tag "Chocolate"... pois... é só um bocadinho, que eu vou ali à despensa e já venho... agora é que eu vou ver a eficácia das cápsulas!

Há dias em que queria voltar a ter 5 anos. Não ter a consciência do que é este mundo e não ter que lidar com sentimentos que me baralham e entristecem. Queria olhar para o céu e admirar os seus tons de azul, contemplar o mar e deleitar-me com a sua imensidão, respirar fundo apenas porque sim e não porque sinto, a cada inspiração que dou, que me foge o ar.
É por isso que há dias em que queria ter a coragem de fazer as malas e ir à procura daquilo que eu acho que a vida pode ser... mas, depois, não sabia o que levar de bagagem... porque não sei se o que procuro está lá fora ou se está cá dentro, bem no fundo, tão fundo que nem eu sei que cá está... e num sítio tão escuro que nunca lhe bateu a luz do sol... há dias assim, de puro desânimo... dias que não valem de todo a pena.

- "Sabes quem é nossa vizinha...?" - pergunta o meu esposo ao chegar a casa.
- "Não, diz lá quem é..." - respondo eu, sem ponta de curiosidade
- "É a Cláudia Vieira!" - exclama ele com um sorriso idiota de parvo estampado na cara
- "Ah sim? Que bom... pode ser que tenha um namorado giro e famoso que algum destes dias apareça nu na janela..."
Com tanta mulher à face da terra tinha que vir morar para ao pé de mim a rainha da beleza em lingerie... o que vale é que eu sou mais eu... e bem vistas as coisas, a tal da Cláudia é mesmo gira (e melhor vistas as coisas... eu também fico gira nos modelitos da Triumph!).
Foto: Arslan

Foto: Matteo Bertoli
Chegou finalmente a minha estação. Chegaram os dias longos e luminosos que nos convidam à preguiça e ao repouso, que tornam o nosso corpo indolente mas com os sentidos à flor da pele ... e chegaram também as noites quentes em que se dorme de janela aberta com os ruídos da madrugada a invadirem-nos os sonhos...
A Sofia desafiou-me a que me definisse com apenas 5 palavras... e eu respondo assim:
Sou sonhadora

Foto: Daria wensveen
Sou romântica

Foto: Wiseacre Photo
Sou transparente

Foto: Tiavir
Sou complexa

Foto: Heather Louise
e como não há bela sem senão
sou egoísta

Foto: Eel Atan
Agora é a vez do passa a outro e não ao mesmo:
- Viriato

Foto: Rene Maltete
E como tal, com um bocadinho de esforço e com o estímulo certo (que com certeza receberei de algumas pessoas) eu hoje vou deixar o meu sorriso guardado para quem o merece e fazer cara muito séria para aqueles(as) que ultimamente me complicam com os nervos... É isso mesmo, esta menina hoje vai praticar as artes da antipatia!
Foto: Helena Braga

Foto: Isco72
Por achar que vale a pena, vou-me hoje embora para os lados do mar e só volto no Domingo!!! (e não, não sou uma mãe desnaturada - na foto falta a cadeira do formiguinha porque esse só quer água...!)
Fiquem bem!

Foto: Izac2007
Lá vai Lisboa
Com a saia côr do mar
E todo o bairro é um noivo
Que com ela vai casar.
Lá vai Lisboa
Com seu arquinho e balão
Com cantiguinhas na boca
E amor no coração.
E lá vou eu para a Avenida ver Alfama passar!
Foto: Magnólia
Objectivos, objectivos, objectivos.... Competências, competências, competências....
Mas quem é que se lembrou de implementar uma coisa como o SIADAP numa semana com dois feriados? Seja quem tiver sido, é o/a responsável por um dia em frente ao computador quando podia estar na praia... afinal é muito mais giro definir objectivos, metas de superação e listas de competências, não é? Com um bocadinho de sorte até fico vermelha (de irritação!).
Bom feriado!
Foto: Sapo
Pelo respeito que me merecem os comentadores desportivos digo já que não é objectivo deste "post" opinar sobre o 1.º jogo da nossa selecção. Por isso, e reduzindo-me à minha qualidade de mera espectadora, que (apesar de não ter bandeira na janela) até vibra e se emociona com as boas prestações de Portugal, quero apenas deixar o registo de um jogo ao qual gostei de assistir (é certo que a petiscada e o vinho verde gelado ajudaram...).
Boa rapazes! Continuem assim, até porque só o futebol tem a capacidade de fazer esquecer o preço dos combustíveis, o aumento das taxas de juro e outros mimos que nos têm feito - enquanto se anda às voltas nas rotundas, de bandeira em punho, a gritar por Portugal, tudo se desvanece... e então? Os brasileiros têm o samba... nós temos o futebol... e venham os Checos!
Foto: Slidewayze
Foto: Rolan Daniels
Porque é que há pessoas que insistem em fingir que são cristalinas e puras como água da nascente, quando o seu verdadeiro "eu" é bem mais escuro e aquilo que dizem nunca corresponde ao que pensam? E porque é que essas pessoas pouco transparentes e chatas têm a mania de nos abordar quando já estamos a fechar a porta do nosso gabinete, e olham para nós cheias do seu ar "eu-posso-ficar-aqui-a-falar-a-noite-tod
FELIZMENTE É SEXTA FEIRA!!!

Fala Zozie:
"Não é preciso muito para ressuscitar os mortos. Uma ou duas contas; um nome; um código postal; nada que não possamos encontrar num velho caixote de lixo, rasgado (talvez por raposas) deixado como um presente nos degraus da porta da rua. (...) Às vezes, é o Destino em pessoa que faz a entrega, pelo que vale sempre a pena estar alerta. Carpe Diem e o Diabo que se dane. (...) Foi também por isso que, quando vi a tabuleta, e por baixo dela, a caixa de correio a abarrotar de cartas, aceitei a oferta com um sorriso de gratidão."
Fala Yanne:
"Vianne Rocher. Passou muito tempo desde que usei esse nome. Como um casaco, um casaco de que gostava muito mas há muito posto de lado, já quase me tinha esquecido de como era agradável, quente e confortável. Mudei tantas vezes o meu nome - os nossos nomes, ao mudar de terra para terra atrás do vento - que, nesta altura, já devia tê-lo superado. (...) O vento. Ouço-o soprar agora. Furtivo mas imperioso, é ele quem tem vindo a impor todos os movimentos que fazemos."
Fala Annie:
"Que coisa mais estúpida ter dito aquilo. Porque é que eu digo estas coisas estúpidas? (...) E, se calhar, foi também por causa dos sapatos. Daqueles sapatos fabulosos, luminosos, de saltos altos de um vermelho de bâton, de cana-de-açúcar cristalizada, de rebuçado, a brilharem como um tesouro nas pedras da calçada da rua deserta. Em Paris não se vêem sapatos como aqueles. Pelo menos, em pessoas normais. E nós somos pessoas normais - é o que diz a mamã - embora às vezes não pareça pelo modo como ela se comporta."
![]()
Querido Sapo:
Muito obrigada pelo destaque. Hoje vou de viagem, mas quando chegar (lá pela noitinha), prometo dar notícias.
Um beijo para todos que acham que vale a pena espreitar este cantinho.![]()
Sem tempo para um relato digno do acontecimento, só passei por cá para dizer que infelizmente os lugares para New Jersey estavam todos preenchidos... e para dizer que se há coisas que valem a pena numa vida, a minha noite de 31 de Maio foi seguramente uma delas...

Foto: Arnold Gustavo Lopez Manas
É hoje que eu vou!
Ah... e já avisei em casa que se houver lugares no avião de regresso a New Jersey, sou capaz de me demorar um bocadinho mais... do género: vou ali e já venho...!

JÁ SÓ FALTAM 2 DIAS!!!!
Quando falo da banda que me leva ao Rock in Rio noto a desconfiança que surge nos rostos de quem me ouve... como se gostar de Bon Jovi fosse algo menos cultural, menos interessante, menos dignificante, resumindo "algo menor". Pois bem, não é! Pelo contrário é algo MAIS, muito mais: é ter passado pela adolescência apaixonada pelo Jon Bon Jovi (e por outros moços mais ao meu alcance); é ter aprendido inglês (que hoje é a minha 2.ª língua) com as suas letras; é ter ouvido as músicas deles nos momentos marcantes da minha vida; é ter sido deles o primeiro concerto a que fui sem os pais (no Pavilhão de Cascais numa noite de chuva torrencial); é ainda hoje, com 34 anos, sorrir cada vez que os oiço. São parte de mim, são família, são mobília, como quiserem... o que sei é que simples e intrinsecamente fazem parte.... o que sei é que me fazem feliz - e contra isso, meus caros amigos de sobrolho franzido e gostos musicais menos eclécticos, não há argumento que vingue.

Foto: Vanstaffs
Foto: AnaCMSilva
Aqui vou eu para a Invicta... só lamento ir ficar fechada numa sala de reuniões o dia inteiro e não me sobrar tempo para passear e fazer umas comprinhas na Rua de Santa Catarina...

Foto: Atchuuus
Educar uma criança não é fácil... ir com uma criança às compras é complicado... convencer uma criança de que não pode encher o carrinho das compras com tudo aquilo que deseja é esgotante. Mas depois das birras que têm que ser feitas (porque a frustração infantil tem que ser expurgada), há gestos que nos fazem esquecer tudo... como quando essa mesma criança, ao chegar a casa com o trilho das lágrimas ainda visível no rosto já com sono, nos oferece o seu mealheiro, com total desprendimento, para que de futuro não nos falte nada.

Foto: Rony Shram
Porque esta noite vou esperar por ti. Vou fazer como me pediste tantas vezes quantas as que te ignorei, vou fazê-lo por todas as noites em que fingia dormir, em que punha as culpas num dia de trabalho intenso, em que arranjava mil desculpas sem nunca aprofundar o verdadeiro motivo... vou esperar por ti por todas essas razões, mas acima de tudo vou fazê-lo por nós dois.
Daqui a 8 dias, eu vou...!
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